Governo eleva imposto de importação em mais de mil itens
O governo brasileiro decidiu elevar o imposto de importação sobre mais de mil produtos, incluindo smartphones. A medida, anunciada em fevereiro, aumentou em até 7,2 pontos percentuais a taxação de bens de capital, equipamentos de informática e itens de telecomunicação.
Segundo o Ministério da Fazenda, o salto de 33,4% nas importações desde 2022 e a ocupação de mais de 45% do consumo nacional por produtos estrangeiros colocam em risco a "indústria local". O governo argumenta que o ajuste é fundamental para proteger a produção interna e reduzir a dependência de insumos externos.
Por outro lado, importadores afirmam que a medida compromete a competitividade, encarece projetos de modernização e gera pressão inflacionária. Especialistas alertam que setores críticos, como saúde, infraestrutura e tecnologia, serão os mais afetados, dada a alta dependência de equipamentos essenciais adquiridos no exterior.
Entre os itens impactados estão reatores nucleares, turbinas, motores de aviação, robôs industriais, aparelhos de tomografia e equipamentos odontológicos. Apesar da alta, o governo abriu uma janela até o fim de março para pedidos de redução temporária da alíquota, com validade de até 120 dias.
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Para muitos analistas e empresários, a medida representa um retrocesso. Além de onerar o consumidor final, a elevação de custos desencoraja o investimento estrangeiro e torna o ambiente de negócios menos previsível. Críticos questionam a eficácia da política, pontuando que muitos setores dependem de insumos sem equivalentes nacionais.
Nesse cenário, o chamado “tarifaço” corre o risco de se tornar um obstáculo ao crescimento econômico em vez de um motor de fortalecimento industrial.
Nesse cenário, o chamado “tarifaço” corre o risco de se tornar um obstáculo ao crescimento econômico em vez de um motor de fortalecimento industrial.
