Famílias brasileiras enfrentam recorde de endividamento

Uma pesquisa da Confederação Nacional do Comércio (CNC) revelou que, em fevereiro, 80,2% das famílias no Brasil estavam endividadas, o maior índice já registrado. O levantamento considera dívidas como cartão de crédito, cheque especial, carnês, crédito consignado e financiamentos.
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O número representa um aumento de quase 4 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2025. Apenas 19,7% dos entrevistados afirmaram não possuir dívidas, o menor patamar da série histórica.
Inadimplência em alta
Após três meses de queda, a inadimplência voltou a crescer, atingindo 29,6% das famílias. Entre elas, 12,6% declararam não ter condições de quitar dívidas atrasadas. O tempo médio de atraso também subiu, chegando a 65,1 meses, próximo ao recorde recente.
Após três meses de queda, a inadimplência voltou a crescer, atingindo 29,6% das famílias. Entre elas, 12,6% declararam não ter condições de quitar dívidas atrasadas. O tempo médio de atraso também subiu, chegando a 65,1 meses, próximo ao recorde recente.
Quase 20% dos consumidores destinam mais da metade da renda ao pagamento de dívidas, enquanto a maioria compromete entre 11% e 50%. O comprometimento médio ficou em 29,7%, praticamente estável em relação ao ano anterior.
O estudo aponta ainda que 32,9% das famílias possuem dívidas superiores a um ano, indicando prazos mais longos e uma tentativa de aliviar a pressão imediata sobre o orçamento.