Governo proibe apostas não financeiras em mercado de previsões
A partir de 4 de maio, o mercado de previsões no Brasil passará por uma transformação significativa. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou uma resolução que proíbe apostas sobre temas não financeiros — como esportes, política, reality shows e entretenimento — em plataformas de previsão. A medida busca fechar brechas regulatórias e evitar que essas práticas sejam confundidas com jogos de azar, sem a devida licença e fiscalização.
Essas plataformas funcionavam como uma “bolsa de apostas” em que usuários negociavam contratos baseados em eventos futuros. Até então, era possível apostar em eleições ou resultados esportivos, mas agora apenas variáveis econômicas permanecem liberadas, como inflação, taxa de juros, câmbio e preços de commodities. A supervisão desses contratos continuará sob responsabilidade da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
![]() |
| Anúncio |
Segundo o governo, a decisão visa proteger investidores, reduzir riscos de especulação e organizar um setor que crescia sem regras claras. A proibição também se estende a plataformas estrangeiras que ofereçam esses produtos a brasileiros, o que deve reduzir drasticamente o espaço de atuação dessas empresas no país.
