Guerra no Oriente Médio eleva preço das matérias-primas
A escalada do conflito no Oriente Médio tem provocado reflexos diretos na economia brasileira, especialmente no setor industrial. De acordo com pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o preço médio das matérias-primas registrou um salto de 10,8 pontos entre o último trimestre de 2025 e o primeiro de 2026, alcançando o maior patamar desde 2022. O aumento é atribuído à alta do petróleo e de outros insumos estratégicos, cujos custos se tornaram mais voláteis diante da instabilidade internacional.
O levantamento mostra que o alto custo ou a escassez de insumos passou a ser o segundo maior desafio enfrentado pelos industriais, citado por 30,8% dos entrevistados. A carga tributária continua liderando o ranking de preocupações, embora tenha recuado em relação ao trimestre anterior. Já os juros elevados permanecem como o terceiro obstáculo mais relevante.
Segundo Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, o cenário internacional tem ampliado a insegurança dos empresários.
“Essa maior preocupação dos empresários com a falta ou o alto custo das matérias-primas reflete o que vem acontecendo no conflito no Oriente Médio, que vem trazendo dificuldades e elevação de custos com petróleo e outros insumos importantes”, afirmou.
Apesar da pressão sobre os custos, a produção industrial apresentou avanço em março, com crescimento de 8,3 pontos em relação a fevereiro. A utilização da capacidade instalada também superou a média histórica para o mês, indicando uma reação positiva do setor. No entanto, os índices de lucro operacional e acesso ao crédito recuaram, revelando fragilidade financeira das empresas.
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As expectativas para os próximos meses melhoraram em relação à demanda, exportações e compras de insumos, mas a intenção de investimento segue contida, refletindo a combinação de juros altos e incertezas externas.
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