Jovem é preso acusado de feminicídio contra namorada de 17 anos
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) esclareceu o desaparecimento de uma adolescente de 17 anos, registrado em Lavras, no Sul de MG. O caso passou a ser investigado como feminicídio. O principal suspeito é o namorado da vítima, de 20 anos.
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O corpo da jovem foi localizado no dia 21 de abril, ao final de uma trilha, enterrado próximo a um bambuzal na região conhecida como Ponte Alta. Após exame de necropsia, o corpo foi liberado para a família. Exames complementares foram solicitados para determinar a causa da morte.
Prisão do suspeito
No domingo, 19 de abril, o investigado foi encontrado desacordado em uma estrada vicinal na região da Serrinha. Ele foi socorrido e encaminhado para atendimento médico. A suspeita é de tentativa de suicídio por aplicação de alta dosagem de insulina. O celular dele foi apreendido e está em perícia. O suspeito permanece internado sob escolta policial.
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Buscas pela vítima
A família registrou o desaparecimento da adolescente em 17 de abril, após perder contato com ela. A jovem havia sido vista pela última vez na noite anterior, por volta das 22h, no bairro Novo Horizonte. Assim que o desaparecimento foi comunicado, as polícias Civil e Militar, juntamente com o Corpo de Bombeiros, iniciaram as buscas. Paralelamente, a PCMG reuniu vestígios na casa da vítima, imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas, que indicaram a possível ocorrência de feminicídio.
Segundo o delegado Rafael Arruda, imagens de câmeras de segurança foram fundamentais para a investigação.
“É possível observar que houve um desentendimento entre a pessoa que a Polícia Civil entende ser o suspeito e a vítima. Algumas horas depois, a motocicleta do suspeito é flagrada em frente à casa [do casal]; ele coloca o corpo da vítima, já desfalecida, em cima da motocicleta e toma rumo ignorado para ocultar o corpo”, detalhou o policial.
Ainda durante as investigações, a PCMG recebeu informações de que o suspeito teria confessado à mãe ter matado a namorada dentro da residência do casal. O médico-legista Otto Augusto explicou:
“Aguardamos exames complementares, mas as hipóteses que estamos trabalhando seria de uma asfixia mecânica, e também é necessário descartar uma possível intoxicação exógena”, explicou o médico-legista Otto Augusto.
As investigações continuam.
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