Reino Unido inaugura era livre do cigarro com lei inédita
O Parlamento britânico aprovou uma legislação considerada histórica que proíbe a venda de cigarros e cigarros eletrônicos para qualquer pessoa nascida a partir de 1º de janeiro de 2009. A medida, que ainda aguarda a sanção real, cria uma geração inteira que jamais poderá adquirir tabaco legalmente no país. Trata-se de um modelo de “veto geracional”, já adotado anteriormente apenas pelas Maldivas, e que busca reduzir drasticamente os impactos do tabagismo sobre a saúde pública.
O projeto, chamado de Lei de Tabaco e Vapes, foi celebrado pelo ministro da Saúde, Wes Streeting, como um “momento histórico para a saúde da nação”. Segundo ele, a iniciativa protege futuras gerações de uma vida inteira de dependência e doenças relacionadas ao cigarro. Além de impedir a comercialização para os nascidos após 2008, a lei amplia restrições ao fumo em espaços públicos, como parques infantis, áreas próximas a escolas e hospitais, e abre caminho para limitar sabores, embalagens e publicidade dos cigarros eletrônicos. O consumo em residências privadas e em áreas externas designadas de bares e restaurantes, no entanto, continuará permitido.
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Organizações de saúde pública, como a Action on Smoking and Health (ASH), classificaram a decisão como um divisor de águas. O Reino Unido enfrenta atualmente cerca de 75 a 80 mil mortes anuais relacionadas ao tabaco, responsável por aproximadamente um quarto dos óbitos por câncer. A expectativa é que a nova legislação alivie a pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde (NHS) e contribua para a formação da primeira geração britânica livre do fumo.
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A experiência internacional mostra, porém, que medidas semelhantes podem enfrentar resistência política: a Nova Zelândia aprovou lei semelhante em 2022, mas a revogou no ano seguinte após mudança de governo. Ainda assim, o Reino Unido aposta em consolidar um legado duradouro no combate ao tabagismo.
