Casos de SRAG começam a cair, mas Minas Gerais segue em alerta

Após cinco meses consecutivos de alta, os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) começam a apresentar sinais de redução no Brasil, segundo o boletim InfoGripe da Fiocruz. 

A queda é explicada pela desaceleração das internações por vírus sincicial respiratório (VSR) e pela diminuição das hospitalizações por influenza A e B. Apesar disso, o cenário ainda preocupa: seis estados permanecem em alerta, risco ou alto risco — Amazonas, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Roraima e Santa Catarina.

Minas Gerais em foco

No caso de Minas Gerais, os dados revelam que o estado continua registrando níveis elevados de SRAG, especialmente associados ao VSR e à influenza. Belo Horizonte, por exemplo, está entre as capitais em situação de alerta, com aumento de internações tanto em crianças pequenas quanto em idosos.

Além disso, a circulação da influenza B segue em crescimento no estado, reforçando a necessidade de atenção redobrada das autoridades de saúde e da população.

Prevalência dos vírus

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:

  • 12,7% de influenza A
  • 8,4% de influenza B
  • 55,9% de VSR
  • 23,3% de rinovírus
  • 2,2% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi:

  • 33,1% de influenza A
  • 15,4% de influenza B
  • 21,7% de VSR
  • 26,3% de rinovírus
  • 6,9% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 4 de julho, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 26. 

A Fiocruz recomenda a manutenção das medidas preventivas, como uso de máscara em caso de sintomas, higienização frequente das mãos e atualização da vacinação, sobretudo entre os grupos mais vulneráveis.

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