Empresa chinesa compra mineradora no estado do Amazonas com apoio do governo federal
A empresa estatal chinesa China Nonferrous Trade Co. Ltd. (CNT), ligada ao regime de Pequim, adquiriu a Mineração Taboca S.A., pertencente ao grupo minerador peruano Misur, que opera na Mina de Pitinga, no interior do Amazonas. A transação, realizada por US$ 340 milhões, contou com o apoio do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A Mina de Pitinga é conhecida por sua produção de estanho e pela presença de resíduos de urânio. Além do urânio, que é utilizado como combustível para geração de energia nuclear, a mina contém outros minerais estratégicos, como nióbio, tântalo e tório. Esses recursos são essenciais para a produção de equipamentos de alta tecnologia, incluindo foguetes, baterias e turbinas.
Segundo a Indústrias Nucleares do Brasil (INB), empresa pública vinculada ao Ministério de Minas e Energia, o urânio presente na jazida da Mina de Pitinga é considerado resíduo e não será explorado comercialmente. A INB é responsável pela exploração de minas de urânio no Brasil e monitora a gestão desses resíduos.
A aquisição da Mineração Taboca pela CNT é vista como uma oportunidade estratégica para a empresa chinesa, que busca expandir sua presença no mercado de minerais estratégicos. A transação também destaca a crescente influência da China no setor de mineração brasileiro e levanta questões sobre a segurança e a soberania dos recursos naturais do país.
O governo do Amazonas foi informado sobre a venda e destacou que apoia investimentos que favoreçam o crescimento econômico e social, desde que cumpram as leis e normas ambientais. A Mineração Taboca afirmou que a venda permitirá acesso a novas tecnologias, tornando a empresa mais competitiva e ampliando sua capacidade produtiva.
Em comunicado oficial, a Mineração Taboca declarou que o “novo momento é estratégico e constitui uma oportunidade de crescimento”, permitindo acesso a novas tecnologias para se tornar mais competitiva. Vale ressaltar que em nenhum momento o documento cita a mina de Pitinga ou o urânio.
