Banco Central reduz de juros em meio a tensões globais
Em decisão unânime, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou nesta quarta-feira (18) a primeira redução da taxa básica de juros (Selic) em quase dois anos, fixando-a em 14,75% ao ano. O corte de 0,25 ponto percentual ocorre em um cenário marcado por incertezas internacionais, especialmente devido à guerra no Oriente Médio, e foi recebido como movimento esperado pelo mercado financeiro .
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Segundo comunicado oficial, o BC destacou que a condução da política monetária seguirá pautada pela “serenidade e cautela”, com possibilidade de revisão do ciclo de baixa caso os efeitos do conflito tragam pressões adicionais sobre os preços. A Selic, principal instrumento de controle da inflação, estava em 15% desde junho de 2025, após sucessivas altas iniciadas em setembro de 2024.
Apesar da inflação ter acelerado em fevereiro para 0,7%, puxada por mensalidades escolares, o acumulado em 12 meses ficou em 3,81%, abaixo de 4% pela primeira vez desde maio de 2024. Com o novo sistema de meta contínua de inflação, em vigor desde janeiro, o objetivo do BC é manter o índice em torno de 3%, dentro de um intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%.
A redução da Selic tende a baratear o crédito e estimular o consumo e a produção, mas também pode dificultar o controle da inflação. O último Relatório de Política Monetária projeta crescimento de 1,6% para a economia em 2026, enquanto o mercado, segundo o boletim Focus, prevê expansão de 1,83% do PIB.
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O movimento sinaliza uma tentativa de equilibrar os riscos externos com a necessidade de impulsionar a atividade econômica interna, em um momento em que o Brasil busca consolidar a estabilidade de preços sem comprometer o ritmo de crescimento.
📷 BCB
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