Meteorologistas alertam: El Niño deve impactar fortemente o Brasil no inverno de 2026

Meteorologistas apontam que a probabilidade de formação do El Niño durante o inverno de 2026 chega a 90%, segundo análises da Defesa Civil de Santa Catarina e da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural do estado (Epagri/Ciram).

O aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial já apresenta sinais claros de impacto na atmosfera, reforçando a tendência de consolidação do fenômeno. Dados recentes do Centro de Previsão Climática da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) também confirmam a alta probabilidade, estimando 82% de chance de ocorrência entre maio e julho e indicando que o fenômeno deve persistir até o início de 2027, com 96% de probabilidade de continuidade.

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Os efeitos esperados variam conforme a região do Brasil. No Sul, há previsão de chuvas intensas e eventos extremos de precipitação, enquanto no Norte e Nordeste o cenário é de chuvas abaixo da média e secas prolongadas. Já no Centro-Oeste e Sudeste, a irregularidade das chuvas deve predominar, dificultando previsões mais precisas. Em todas as regiões, há tendência de temperaturas acima da média, favorecendo ondas de calor. Instituições como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Inmet, a Funceme e o CENSIPAM alertam para o aumento do risco de eventos climáticos extremos, com impactos diretos em setores como abastecimento de água, segurança alimentar, geração de energia, saúde pública e mobilidade urbana.

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Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância do monitoramento contínuo das condições oceânicas e atmosféricas, além do acompanhamento das previsões meteorológicas oficiais. O objetivo é orientar ações de planejamento, prevenção e resposta para reduzir os impactos do fenômeno, que pode alterar significativamente o cotidiano e a economia do país nos próximos meses.
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