Salário ou Home Office? Descubra o que realmente pesa na escolha dos brasileiros

Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelou que os trabalhadores brasileiros priorizam salários mais altos, estabilidade e perspectivas de crescimento profissional em relação a benefícios como home office e jornada reduzida. O levantamento, parte da série Retratos da Sociedade Brasileira, mostra que 28,7% dos entrevistados apontaram remuneração elevada como fator decisivo, seguidos por estabilidade no emprego (22,4%) e possibilidade de ascensão na carreira (20,1%). Já a flexibilidade de horário foi mencionada por 19,3%, o trabalho remoto por 15,9% e a jornada reduzida por apenas 9,8%.

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Segundo a especialista em Políticas e Indústria da CNI, Claudia Perdigão, fatores tradicionalmente associados à segurança profissional continuam orientando as escolhas dos trabalhadores.

“Apesar do crescimento da discussão sobre benefícios não pecuniários — como home office e teletrabalho —, os elementos mais tradicionais continuam sendo valorizados e orientando o trabalhador na consolidação de seus planos de carreira a médio e longo prazo”, afirma.

O estudo também identificou obstáculos que dificultam o alcance da profissão desejada, como necessidade de cuidar de familiares (16,1%), falta de qualificação (12,7%), ausência de informação sobre vagas (11,9%) e discriminação por parte de empregadores (8,3%). Além disso, 43% dos brasileiros afirmaram não saber em qual profissão estarão atuando nos próximos cinco anos, cenário atribuído às rápidas transformações tecnológicas e ao avanço da inteligência artificial.

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Entre os que projetam o futuro, 13,9% pretendem abrir o próprio negócio, especialmente em setores de comércio e serviços. Apesar das novas modalidades de trabalho, o emprego formal com carteira assinada segue sendo preferência, principalmente entre jovens de 25 a 34 anos. A pesquisa também apontou que 54% da população possui domínio alto ou médio-alto de habilidades digitais, embora apenas 44,5% tenham competências mais complexas, como uso de inteligência artificial e ferramentas avançadas.

🔗 CNI - Brasil 61 / 📸 Marcelo Camargo-Agência Brasil
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