Governo Federal decide não incorporar vacina contra herpes-zóster ao SUS

O governo federal anunciou, por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU), que não irá incorporar ao Sistema Único de Saúde (SUS) a nova vacina recombinante para prevenção do herpes-zóster. O imunizante, considerado mais eficaz e seguro em comparação à versão anterior — que utilizava o vírus vivo atenuado — vinha sendo avaliado para aplicação em idosos com 80 anos ou mais e em pacientes imunocomprometidos acima de 18 anos.

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A decisão foi tomada após análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). O órgão reconheceu a relevância da vacina na redução de casos da doença, mas concluiu que o custo seria elevado demais.

Segundo o relatório, mesmo com a oferta de preço reduzido pelo laboratório — R$ 403,30 por dose, abaixo do valor praticado no mercado privado —, seria necessário que o valor caísse para R$ 75,75 para que a incorporação fosse considerada custo-efetiva.

“O Comitê de Medicamentos reconheceu a importância da vacina para a prevenção do herpes-zóster, mas destacou que considerações adicionais sobre a oferta de preço precisam ser negociadas, de modo a alcançar um valor com impacto orçamentário sustentável para o SUS”, afirma o relatório.

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De acordo com dados dos Sistemas de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA/SUS) e hospitalares (SIH/SUS), entre 2008 a 2024, foram registrados 85.888 atendimentos ambulatoriais e 30.801 internações de pacientes com herpes-zóster no Brasil. Dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade do SUS mostram que, entre 2007 e 2023, 1.567 pessoas morreram em decorrência do herpes-zóster no Brasil. Do total de óbitos, 90% ocorreram em indivíduos com 50 anos ou mais, sendo 53,4% em idosos acima de 80 anos.

🔗 Informações Agência Brasil 
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