Safra histórica: Café mineiro impulsiona produção nacional rumo a recorde em 2026
O café mineiro volta a ocupar o centro das atenções no cenário agrícola nacional com projeções que indicam a maior safra da história em 2026. Segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil deve colher 66,2 milhões de sacas, um crescimento de 17,1% em relação ao ciclo anterior. Minas Gerais, principal estado produtor, terá papel decisivo nesse resultado: a expectativa é de 32,4 milhões de sacas, o que representa quase metade da produção nacional e um avanço de 25,9% frente à safra passada.
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O desempenho é atribuído a fatores como a bienalidade positiva do cafeeiro, que alterna anos de menor e maior produtividade, e às condições climáticas favoráveis, com chuvas regulares durante o enchimento dos grãos. Além disso, o governo mineiro tem intensificado políticas de incentivo à cafeicultura, com investimentos em crédito, pesquisa, inovação e certificação, fortalecendo o setor e ampliando a competitividade internacional. O assessor técnico da Secretaria de Agricultura, Bruno Silva, conta que esse fomento vai desde o acesso ao crédito até a abertura de mercados.
“Destinamos R$ 2 bilhões para a safra 2025/2026 por meio do BDMG, com recursos destinados ao Plano Safra e ao Funcafé. Ao mesmo tempo, investimos em pesquisa e inovação com a Epamig, ampliamos a assistência técnica com a Emater-MG e reforçamos a certificação e a defesa sanitária com o IMA, além de apoiarmos ações de promoção e exportação”.
A produtividade média nacional deve alcançar 34,2 sacas por hectare, enquanto Minas projeta 28,6 sacas, um crescimento de quase 20% em relação ao ano anterior. Embora o rendimento mineiro seja inferior ao de estados com predominância de café conilon, como a Bahia, o avanço proporcional é mais expressivo, consolidando o protagonismo do arábica mineiro.
Outro dado relevante é a expansão da área plantada: no Brasil, o aumento previsto é de 4,1%, enquanto em Minas o crescimento deve ser de 5,1%, com destaque para regiões como Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste. A combinação de clima favorável, renovação de lavouras e políticas públicas cria um cenário de otimismo para o setor, que inicia 2026 com a perspectiva concreta de estabelecer um novo marco histórico na produção de café.
🔗 Informações Agência Minas
