Greve de bancários deve afetar atendimento em agências a partir de 10 de Setembro
A partir desta quinta-feira, 10 de setembro de 2026, bancários de diferentes regiões do Brasil iniciarão uma greve por tempo indeterminado, com maior adesão entre funcionários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil. O movimento foi aprovado em assembleias realizadas nos últimos dias, após a rejeição de propostas apresentadas durante as negociações da campanha salarial da categoria.
A paralisação deverá provocar redução ou interrupção do atendimento presencial em diversas agências, especialmente nas unidades onde houver maior adesão dos trabalhadores. Embora o impacto possa variar entre estados, cidades e instituições financeiras, sindicatos informam que a mobilização tem alcance nacional e poderá afetar parte significativa da rede bancária pública.
Entre as principais reivindicações da categoria estão questões relacionadas a reajustes salariais, manutenção de direitos trabalhistas, benefícios, condições de trabalho e renovação dos acordos coletivos. Representantes dos trabalhadores defendem a retomada das negociações com os bancos para a construção de novas propostas que atendam às demandas apresentadas durante a campanha salarial de 2026.
Apesar da greve, serviços digitais como aplicativos bancários, internet banking, transferências via Pix, pagamentos eletrônicos e caixas eletrônicos deverão continuar funcionando normalmente, oferecendo alternativas para a realização das operações mais comuns. Especialistas orientam os clientes a priorizarem os canais digitais e verificarem previamente a situação das agências em sua região antes de buscar atendimento presencial.
Minas Gerais
Em Minas Gerais, incluindo Belo Horizonte e Região Metropolitana, sindicatos informaram que a paralisação também está prevista para começar em 10 de setembro, com expectativa de impactos tanto nas unidades da Caixa quanto do Banco do Brasil. A dimensão efetiva da greve será conhecida após o início do movimento, de acordo com o número de trabalhadores que aderirem à mobilização.
Enquanto as entidades sindicais mantêm a convocação para a greve, bancos públicos afirmam que continuam abertos ao diálogo e buscam alternativas para a renovação dos acordos coletivos e para a manutenção dos serviços prestados à população.