IPS Brasil 2026: Confira o ranking das cidades da região
O Brasil segue enfrentando grandes desafios para garantir melhores condições de vida à sua população, mesmo diante de avanços registrados nos últimos anos. O levantamento mais recente realizado pelo Imazon e instituições parceiras, com base no Índice de Progresso Social (IPS), revela que o país apresentou uma discreta evolução entre 2024 e 2026, passando de 62,85 para 63,40 pontos em uma escala de 0 a 100. Apesar disso, as diferenças regionais continuam marcantes e evidenciam um cenário desigual.
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O estudo avaliou todos os 5.570 municípios brasileiros a partir de 57 critérios sociais e ambientais, utilizando dados de fontes oficiais como IBGE, DataSUS, Inep e MapBiomas. Os resultados mostram que os melhores índices de qualidade de vida estão concentrados nas regiões Sul e Sudeste, enquanto Norte e Nordeste predominam entre os piores desempenhos. Essa disparidade reforça a necessidade de políticas públicas mais eficazes e direcionadas para reduzir as desigualdades históricas que afetam o país. A média do Brasil em 2026 ficou em 63,40 pontos.
As notas atribuídas aos municípios da região foram:
- Piumhi – 64,48 pontos → posição 1056
- Capitólio – 62,89 pontos → posição 1717
- São Roque de Minas – 62,17 pontos → posição 1999
- Vargem Bonita – 61,52 pontos → posição 2303
- Pimenta – 62,22 pontos → posição 1977
- Guapé – 61,99 pontos → posição 2081
- Passos – 64,1 pontos → posição 1187
- Formiga – 66,73 pontos → posição 397
- Bambuí – 62,17 pontos → posição 2000
Entre os municípios mais bem avaliados, a maioria está localizada em áreas mais desenvolvidas economicamente, com maior acesso a serviços básicos e infraestrutura. Já nas últimas posições, predominam localidades que enfrentam dificuldades relacionadas à saúde, educação, saneamento e oportunidades de trabalho. O contraste entre os extremos evidencia que o progresso nacional ainda não é homogêneo e que parte significativa da população permanece em condições vulneráveis.
O IPS se diferencia de indicadores econômicos tradicionais, como o PIB, ao medir diretamente aspectos ligados ao bem-estar da população. Dessa forma, o índice oferece uma visão mais realista sobre a qualidade de vida, destacando que crescimento econômico não garante, por si só, melhorias sociais. A análise também aponta que, embora o Brasil tenha avançado em alguns pontos, o ritmo das mudanças é lento e insuficiente para transformar de forma significativa a realidade de milhões de brasileiros.
